O fazer poético tecnológico é um lugar de extensão, de experimentação, de ressignificação, de adaptação e ampliação de acessos ao sensível. É nesse contexto que nos desponta a ideia de fazer da diferença e da diversidade dos corpos uma oportunidade de dialogar, com as múltiplas potencialidades uma mescla do sensível tecno-humana. Buscar, não simplesmente dar acesso ao que já está posto, mas a construção de novos arranjos, em que não haja necessariamente uma vantagem e –o que nos é mais caro– não haja uma exigência de todos os sentidos, faculdades e membros conformes de um corpo padrão.

Assim, nasceu esse projeto Diversidade Sensória que visa criar um hiper-instrumento, ou seja, que possa gerar tanto sons quanto imagens. Criado com estratégias de acessibilidade, esse instrumento busca promover a diversidade sensória, estabelecer-se como um ponto de acesso, de inclusão para pessoas (d)eficientes. Tanto para o ouvinte e não-visual quanto para o visual e não-ouvinte, ou para aqueles que, como eu, buscam transpor os limites de um corpo não-conforme, e deseja educar-se e se expressar na música, nas artes, em composições e proposições imagéticas, sejam elas sonoras ou visuais.

Assim que possível. irei postar detalhes do projeto na minha página do GitHub, incluindo detalhes de hardware, software e firmware. Fique ligado! 😉

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